Este sábado foi um dia de alegria e sorrisos, foi a festinha de anos da minha afilhada. No meio de fotos e mais fotos, fui apreciando a alegria das crianças, como são tão belas a sorrir, é contagiante a alegria e a euforia delas. No meio de gritos de alegria e prendas tive a certeza que elas são a nossa força do dia-a-dia. Mas nem todas as mães, se é que se pode chamar de mãe aquelas pessoas que tem a coragem de abandonar estes seres tão maravilhosos, pensam da mesma maneira. Sabe-se lá o porquê elas abandonam os seus rebentos tão preciosos, não julgo pois não sou ninguém para tal mas não compreendo. Este desabafo tem a ver com o pequeno poema que encontrei à saída do recinto onde nos encontrávamos todos, toda a alegria sentida era contornada por uma poeira de tristeza. Neste mundo existem muitos meninos de meias vermelhas, infelizmente. Vou partilhar esse poema, merece a nossa atenção, sem dúvida.
"Todos os dias, ele ia para o colégio com meias vermelhas.
Era um garoto triste, procurava estudar muito mas na hora do recreio ficava afastado dos colegas, como se estivesse procurando alguma coisa. Os outros guris zombavam dele, implicavam com as meias vermelhas que ele usava.
Um dia, perguntaram porque o menino das meias vermelhas só usava meias vermelhas.
Ele contou com simplicidade:
- "No ano passado, quando fiz aniversário, minha mãe me levou ao circo. Botou em mim essas meias vermelhas. Eu reclamei, comecei a chorar, disse que todo mundo ia zombar de mim por causa das meias vermelhas. Mas ela disse que se me perdesse, bastaria olhar para o chão e quando visse um menino de meias vermelhas saberia que o filho era dela".
Os garotos retrucaram:
- "Você não está num circo! Porque não tira essas meias vermelhas e joga fora?"
Mas o menino das meias vermelhas explicou:
- "É que a minha mãe abandonou a nossa casa e foi embora. Por isso eu continuo usando essas meias vermelhas. Quando ela passar por mim vai me encontrar e me levará com ela".
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domingo, 15 de maio de 2011
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Desabafo de tristeza
Nesta madrugada não conseguia dormir, a revolta de dentro de mim afoga-me, suspirei diversas vezes até que me levantei e fui à varanda. Aí encontrei ar fresco e puro. Olhei para o céu, estava como me sentia, revoltado. Tirei fotos para verem se não tenho razão.
PRETO NO BRANCO
Madrugada
temporária lucidez
insensata, ata, desata
crua solidão...
Dou-me asas
e o preto lápis borra o papel
branco...
Solto palavras
amarro-as no canto...
Revolto, volto
amasso a folha
entrego às traças
e tudo não passa
de um grande borrão
olho ao redor
aborto meu pranto
adormeço exausta
lápis e papel no chão!
ALINE ROMARIZ
http://ospoetasamigos.zip.net/arch2007-04-01_2007-04-07.html
Algumas pessoas passam pela nossa vida, como se fossem um furacão, de tal forma que estragam tudo, ao mesm
o tempo que por maldade, por desprezo pelo próximo, por egoísmo pois pensam que têm o mundo só para eles. Destroem tudo, roubam o que temos de mais bonito, a esperança, a confiança e a alegria. Deixam marcas profundas.Quando se vão embora, fazem-nos acreditar que nada somos, que nada valemos, não fazemos falta à humanidade, não servimos para nada. Mas será que são felizes assim? Pisando tudo e todos à sua volta? Pergunto-me a mim mesma, o que se passa com as pessoas, onde está a dignidade, a sinceridade, o respeito? Se calhar estão a morrer como as nossas florestas. E cada vez menos se encontra menos humanos e mais máquinas humanas….
Estes poemas encontrei na internet e adorei, espero que gostem:
Nos momentos em que apenas conversava comigo mesma, e ouvia apenas a minha própria voz: A voz do meu pensamento... e nessas vozes, eu ouvi esta história:
"Criei um mundo que era só meu, com muros e grades, mas sempre quis que lá houvesse uma ponte! Sempre... só que bem no fundo, mesmo no fundo....
A ponte poderia trazer alguém do mundo exterior ao que tinha construído... e isso implicava grande força de mim!
Implicava:
Aprender amar a vida!!!
E fui aprendendo, bem ou mal, não sei.... se aprendi? Sim, aprendi!... Tudo? Não! isso não!
Ainda tenho um caminho a percorrer... e nesse caminho sei algumas das coisas que tenho de emendar... Tantas!
E na ponte que construi, foi chegando gente, umas passaram, outras ficaram... mas todas deixaram marcas! e com elas... aprendo a viver!
E nessa ponte ... continua a chegar gente, pessoas que entram directamente ao coração sem pedir licença... e depois...
depois torno-me uma criança ...(que as vezes tem as suas birras)
ahhh ainda tenho tanto que aprender.... "
"Criei um mundo que era só meu, com muros e grades, mas sempre quis que lá houvesse uma ponte! Sempre... só que bem no fundo, mesmo no fundo....
A ponte poderia trazer alguém do mundo exterior ao que tinha construído... e isso implicava grande força de mim!
Implicava:
Aprender amar a vida!!!
E fui aprendendo, bem ou mal, não sei.... se aprendi? Sim, aprendi!... Tudo? Não! isso não!
Ainda tenho um caminho a percorrer... e nesse caminho sei algumas das coisas que tenho de emendar... Tantas!
E na ponte que construi, foi chegando gente, umas passaram, outras ficaram... mas todas deixaram marcas! e com elas... aprendo a viver!
E nessa ponte ... continua a chegar gente, pessoas que entram directamente ao coração sem pedir licença... e depois...
depois torno-me uma criança ...(que as vezes tem as suas birras)
ahhh ainda tenho tanto que aprender.... "
"Neste espaço a si próprio condenado
Dum momento para o outro pode entrar

Um pássaro que levante o céu
E sustente o olhar
....................................
Com a tristeza acender a alegria
Com a miséria atear a felicidade
E no céu inocente da visão
Fazer pulsar um pássaro por vir
Fazer voar um novo coração"...
Alexandre O'Neill
“Tristeza é quando chove
quando está calor demais
quando o corpo dói
e os olhos pesam
tristeza é quando se dorme pouco
quando a voz sai fraca
quando as palavras cessam
e o corpo desobedece
tristeza é quando não se acha graça
quando não se sente fome
quando qualquer bobagem
nos faz chorar
tristeza é quando parece
que não vai acabar”
Martha Medeiros
terça-feira, 25 de maio de 2010
Saudade
Olá amigas.
Pois é, já lá vai muito tempo que não dou noticias. O tempo por agora ficou muito reduzido, mas apesar de ser só uns minutos, quero primeiro dedicar este blog a todas amigas de verdade e elas de certeza que sabem quem são. Pelos maravilhosos momentos que passamos neste percurso da nossa vida, que sem dúvida alguma, não irá desaparecer das nossas memórias. Foram momentos de aprendizagem e de crescimento, não só exterior como interior e enriquecedor. Como em todo lado, há atitudes boas e menos boas por parte das pessoas, mas apesar dessas atitudes, foram meses espectaculares. Diziam sempre, ainda vão ter saudades destes tempos, dou o braço a torcer, é verdade.
Também nunca me vou esquecer daquela frase: "Fátima pára de rir para me concentrar e poder conduzir", mas as risotas eram ainda maiores e quase foi preciso fraldinha.
É amigas, desejo-vos toda a sorte do mundo, com muita paz e amor.
Felecidades e muitas beijocas mas principalmente, continuem humildes.
A todos que acompanham este meu espacinho, obrigada e "Façam favor de ser felizes"
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